Conheça as vantagens e desvantagens de aprender idiomas na fase adulta

Atualmente a aquisição de um idioma estrangeiro na fase adulta decorre de uma necessidade de questões de ordem econômica, política e social que exigem novas formas de comunicação num mundo globalizado.

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As principais razões que impulsionam adultos a aprender inglês são crescimento profissional, viagem programada para um país em que se poderá utilizar a língua para se comunicar, incentivo familiar, interesse pela língua, curiosidade pela leitura de obras originais, identificação cultural, melhor compreensão de filmes ou conversa com outras pessoas na língua estrangeira.

Com a globalização, adultos que não tiveram oportunidade de aprender alguma língua de comunicação universal na sua formação escolar, buscam, por opção ou por necessidade, o domínio de uma língua estrangeira para se adaptar ao novo contexto.

Mas o que significa aprender um idioma? Seria entender um filme na língua em questão? Escrever um e-mail para um estrangeiro? Entender o que está sendo dito em uma reunião? Ler e interpretar um texto?

Aprender realmente uma língua estrangeira significa ser capaz de executar todas estas habilidades com eficiência e confiança. Na andragogia, fenômeno do adulto aprendente, a aprendizagem é focada mais naquilo que é necessário à vivência do aluno na sociedade, com propostas de atividades que envolvem ações do cotidiano que irão ajudá-lo a enfrentar problemas reais. Dessa forma, o aluno é um agente de sua aprendizagem, interagindo e se apropriando de saberes que contribuem para sua autonomia.

Mas quais são os desafios a serem vencidos no decorrer do percurso desta aprendizagem? Adragogia é nada mais é do que a ciência que estuda as melhores práticas para orientar adultos a aprender. O modelo formulado por Knowles besea - se nos itens a seguir:

  • Necessidade de saber: os adultos querem saber por que precisam aprender algo e identificar qual o ganho que terão nesse processo de aprendizagem; devem ter clara a necessidade de aprender para aumentar o próprio conhecimento.
  • Autoconceito do aprendiz: adultos vivem uma dimensão autônoma, por isso são responsáveis por suas decisões e por sua vida: portanto, querem ser vistos e tratados pelos outros como capazes de se autodirigir.
  • Experiências anteriores: para o adulto suas experiências são a base de seu aprendizado. Novos conhecimentos devem complementar aprendizagens já adquiridas, por isso são mais eficazes técnicas de aprendizagem que aproveitam essa amplitude de diferenças individuais.
  • Prontidão para aprender: o adulto sabe o que quer aprender e dispõe-se a aprender quando a ocasião exige algum tipo de aprendizagem relacionado a situações reais de seu cotidiano.
  • Orientação para aprendizagem: o adulto aprende melhor quando os conceitos apresentados estão contextualizados para alguma aplicação imediata em seu trabalho ou realidade cotidiana e quando aquilo que aprende pode ajudá-lo a resolver problemas, isto é, tiver utilidade prática e imediata.
  • Motivação: adultos são mais motivados a aprender por valores intrínsecos, pessoais, tais como autoestima, qualidade de vida, satisfação pessoal, desenvolvimento.

 

 

Qual a melhor idade para aprender idiomas?

A maioria, com certeza, responderia que quanto mais cedo melhor.

  • Pizzolato (1995) - os aprendizes adultos apresentam limitações na aprendizagem de termos gramaticais, lexicais, tanto na escrita quanto na oralidade. Existe um período de tempo, relativo à idade, no qual algumas circunstâncias são mais favoráveis ao desenvolvimento de um determinado tipo de comportamento, e cuja eficiência se reduz com o passar dos anos. A idade adulta reduziria competências básicas favoráveis ao desenvolvimento de um determinado tipo de comportamento.
  • Meisel (1993) - a aquisição de um idioma depois da adolescência, não é mais função da gramática universal, mas é um processo cognitivo, de aprendizagem de habilidades. É que daí se explicam as fossilizações e julgamentos limitados à gramaticalidade.
  • Selinker (1972) - o aprendiz tende buscar parâmetros sintáticos, semânticos e fonológicos entre a língua-alvo e a língua materna. Com isso, impropriedades e erros podem ser internalizados e tornam-se permanentes, mesmo no caso de alunos que se encontram em níveis mais avançados de aprendizagem.
  • Seliger (1978) - acrescenta que a perda da plasticidade do cérebro implica uma aprendizagem mais enciclopédica após a puberdade.
  • Lenneberg (1967) - busca bases biológicas em favor do “período crítico” para a aquisição da linguagem e afirma que, depois da puberdade, a capacidade de auto-organização e ajuste às demandas psicológicas do comportamento verbal declinam rapidamente. O cérebro comporta-se como se tivesse fixado daquela maneira e as habilidades primárias e básicas não adquiridas até então, geralmente permanecem deficientes até o fim da vida.

 

 

As teorias sobre qual a melhor idade para aprender uma língua estrangeira são muito controversas, não há um consenso. No entanto pesquisas e experiências têm mostrado que os estudantes mais velhos podem obter um nível de proficiência alto já que o aprendizado de um novo idioma não é uma obrigação exigida pela escola ou família, mas uma opção própria incentivada pela motivação interna.

Quais são as motivações para aprender um idioma na idade adulta?

É importante identificar qual motivação levou o adulto a aprender um idioma já que a motivação é um fator importante no processo de aquisição de um novo idioma. Toda a aprendizagem é decorrente de três tipos de motivação:

  • Extrínseca - visa integrar o aprendiz na cultura do falante nativo do idioma que busca dominar.
  • Intrínseca - se apoia nos aspectos particulares, pessoais de cada indivíduo;
  • Instrumental - decorrente e garantida pela razão funcional de um exercício ou de uma carreira profissional.

Vale lembrar que se não houver necessidade, não haverá motivação e que o sujeito desmotivado não terá satisfação na busca de qualquer aprendizagem.

Conclusão

Segundo Helena Confortin, autora da dissertação “O aprendizado de língua estrangeira por adultos: reflexões necessárias“ no qual nos baseamos para escrever este artigo, o fator idade, mesmo que não seja considerado determinante na aprendizagem deve ser visto como interferente negativo no processo, já que as maiores dificuldades (compreensão auditiva, fluência na oralidade e produção de textos) são pouco exploradas e praticadas em sala de aula devido ao uso do filtro afetivo (bloqueio mental que impede o aprendiz de utilizar totalmente o insumo compreensível para a aquisição da língua) por parte dos aprendizes. Em consequência disso, os cursos de língua estrangeira para adultos focam mais no método instrumental (leitura e escrita).

Embora a conclusão da autora não seja muito promissora, vale lembrar que o cérebro mantém a plasticidade e que estamos aptos a aprender ao longo da vida. Pode ser que não tenhamos e nunca vamos alcançar uma pronúncia perfeita, mas temos conhecimentos prévios trazidos das situações vivenciadas no cotidiano que nos ajudam no aprendizado.

Outra vantagem é o conhecimento, metalinguístico, da língua materna, não só conhecemos a estrutura, mas também o funcionamento e uso dela. Além disso, temos maturidade que nos ajuda a predizer, relacionar e transferir padrões próprio do desenvolvimento humano.

Estudar dá trabalho, requer disciplina, organização, motivação e responsabilidade … e isso serve para qualquer idade! Ser adulto não é obstáculo quando se quer aprender um idioma!

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Obrigada pela leitura!

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