Como ser a empresa e o profissional do futuro hoje?

Profissional e empresa precisam se reinventar continuamente. É preciso inovar semana a semana para garantir o seu lugar no mercado do futuro. Empresas são feitas por pessoas e pessoas precisam se atualizar e buscar a inovação com urgência.

Read this article in: Deutsch, English, Español, Português, हिन्दी

Estimated reading time:3minutes

Futuro. É um tema que chama atenção de muitos colaboradores e empresas. Tentar entender o consumidor dos nossos tempos e como ele irá se comportar no futuro para poder oferecer produtos e serviços que o encante é o grande desafio de qualquer corporação.

Profissional e empresa precisam se reinventar continuamente. É preciso inovar semana a semana, apostar em projetos menores, ouvir o cliente e os colaboradores e analisar se é possível apostar em inovação aberta para buscar o conhecimento no mercado.

Neste processo todo é necessário pensar nas organizações exponenciais e nas disrupções, que são capazes de destronar negócios consolidados rapidamente. Flavia Gamonar, professora, palestrante e coautora do livro “DISRUPTalks: carreira, empreendedorismo e inovação em uma época de mudanças rápidas“, explica que o crescimento exponencial não é quase percebido no início, mas nas duplicações à frente é que se pode perceber este desenvolvimento veloz. O crescimento repentino do Instagram é um exemplo de uma organização exponencial. Em poucos meses o número de usuários explodiu e a empresa passou a valer 25 milhões de dólares e em menos de dois anos. Com 13 funcionários foi comprada pelo Facebook por 1 bilhão de dólares“

O exemplo acima deixa claro que as organizações lineares estão sendo ameaçadas por startups que nascem nas garagens de estudantes. Manter um radar ligado sobre o que acontece no mundo, entender como inovar no dia-a-dia dos negócios e abrir a mente é o caminho para acompanhar as mudanças do mundo corporativo.

Os futuristas conseguem dar uma orientação sobre o que vai acontecer nos próximos anos. Mas nada é certo, tudo pode acontecer. De acordo com a Lei de Moore, sobre o crescimento exponencial, os smartphones serão 524 mil vezes mais potentes no processamento em 20 anos. “Entretanto, nada impede que outra tecnologia apareça e substitua a tecnologia atual. É um risco prever cenários acreditando que usaremos para sempre estes aparelhos“, adverte Gamonar.

Outro ponto que deve ser considerado é o possível adjacente, nome dado pelo cientista Stuart Kaufmann para explicar os limites e o potencial criativo de mudanças e inovações. Ao inventar o 14-bis o brasileiro Santos Dumont falhou algumas vezes. A cada tentativa ele entrava em um outro adjacente que tinha muito mais potencial porque criava a partir do que havia feito, do que tinha tentado antes e do que havia dado certo ou não.

Quem não considera o possível adjacente pode errar feio ao fazer previsões, porque muitas vezes as previsões são baseadas no que temos acesso agora. “A tecnologia entra nesse processo como um mecanismo liberador de recursos. De repente, neste momento, não tenho uma tecnologia que me permite fazer algo, mas a partir do momento que eu a tiver, todo um contexto - algo muito maior - será modificado“.

O profissional do futuro

Só experiência não basta. Profissionais com sólida experiência são demitidos porque o mercado está sendo reinventado com rapidez. Novas funções surgem enquanto outras deixam de existir. “Ninguém precisa mais e nem fará o mesmo para o resto de sua vida. De acordo com a Cornell University, um estudante do ensino médio hoje trocará de carreira cinco vezes em sua vida“, destaca Gamonar.

O caminho para se manter atualizado é se permitir novos projetos, ter um plano B na manga, um networking forte, estar presente em eventos e mídias sociais para ser lembrado e sempre estudar.

O comodismo e a falta de visão de que é preciso fazer gestão de carreira são grandes vilões. Quem estiver no automático, indo trabalhar todos os dias e focado apenas em sua função sem ler livros, fazer cursos e ir a eventos precisa rever seus conceitos. É importante traçar um plano profissional, ter objetivos, saber quais são seus pontos fortes e saber levar as mudanças do mercado em consideração.

“Empresas são feitas por pessoas e pessoas precisam se atualizar e buscar a inovação com urgência. Só antenados em tudo o que acontece ao nosso redor é que podemos ser o profissional que o mercado precisa e tomar decisões mais assertivas, antes que o pior aconteça“ reforça Gamonar.

Mais sobre a entrevistada:

Flavia Gamonar é top voice do Linkedin, speaker, docente, doutoranda em mídia e tecnologia, cofounder do “O Que Move o Marketing“ (OQMOM) e coautora do livro Disruptalks.

Fique à vontade para comentar e compartilhar! Você tem interesse em escrever um post? Envie um e-mail pra gente: gastbeitrag@alugha.com

Obrigada pela leitura e até a próxima!

Wilgen e o time da alugha

#alugha

#doitmultilingual

#FlaviaGamonar

More articles by this producer

This website uses cookies to ensure you get the best experience on our website. Learn more in our privacy policy.