Valorização de habilidades individuais pode evitar competitividade interna

“Aprenda com os erros e acertos dos outros, mas não tente ser a cópia de ninguém. Isso só causará dor e frustração. Cada indivíduo tem habilidades e competências únicas que devem ser respeitadas e valorizadas”.

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O início da carreira é uma fase repleta de descobertas, desafios, conquistas, mas também de erros e frustrações. Um bom líder não só pode desempenhar um papel importante no reconhecimento de talentos individuais de cada jovem colaborador, mas também pode evitar, com isso, um clima pesado dentro da empresa.

Para isso é necessário incentivar um jovem a manter seus talentos gerando um ambiente aberto para a exposição de ideias, para novas soluções, para pensar diferente, ir além e ser revolucionário. Ter canais de comunicação transparentes, onde o debate saudável prevalece é fundamental para uma parceria verdadeira e benéfica para todos os colaboradores de uma empresa. 

Júlio Correia Neto, sócio-diretor e fundador da JCN Gestão Empresarial, explica que aprender com os erros e acertos dos outros é bom, mas nunca deve-se buscar ser a cópia de uma outra pessoa. “Querer ser a cópia de uma outra pessoa só causará dor e frustração. Cada indivíduo tem habilidades e competências únicas que devem ser respeitadas e valorizadas”. 

O inconveniente fica por conta do estímulo quase coletivo da sociedade em incentivar os jovens a imitarem modelos de sucesso de terceiros. Muitos jovens tendem a adquirir essas crenças sociais como realidade. Com isso, eles passam a se guiar por estes modelos de ideais de vida ditados pela sociedade - como ter sucesso e ser bem-sucedido - não só na vida privada mas também dentro do ambiente corporativo, gerando um clima de competição pesado, no lugar onde se passa grande parte do tempo na fase adulta. 

O problema para Correia Neto é que este modelo está cheio de pré-conceitos, julgamentos e suposições. “A incapacidade, cada vez maior, das pessoas silenciarem e ouvirem a opinião de um terceiro, compreenderem sua história de vida e como isso influenciou e influencia o profissional gera um clima de competição insana dentro das empresas. É possível encontrar cada vez mais profissionais impulsionados pelo individualismo, soberba, desprezo, vaidade, traição, fofoca, intriga, sabotagem, assédio, raiva e ódio”. 

A verdadeira e pura motivação e consequentemente o engajamento está intrinsecamente ligado ao se realizar tarefas ligadas com a essência de cada colaborador. Portanto, um líder tem que reconhecer e incentivar estas habilidades para que um clima amigável se estabeleça. 

“Costumo dizer que liderança deveria se resumir a uma única palavra: respeito. Todo líder que não se conhece primeiramente, dificilmente irá se colocar no lugar de um liderado. Não existirá disponibilidade para tal. Faltará humildade. O ego falará mais alto com a imposição de seus valores, ideias pensamentos. Não estará aberto ao novo. Não conseguirá implementar um ambiente acolhedor, de diálogo aberto, estimulante ao florescimento e desenvolvimento da criatividade”, finaliza Correia Neto. 

Mais sobre o entrevistado 

Júlio Correia Neto é sócio-diretor e fundador da JCN Gestão Empresarial. Ele também atua como business reorganizer, mentor, Speaker e Writer e já ocupou posições executivas em empresas como Ernst & Young Auditores, Vale, Intelig, Hyundai Heavy, Leader Magazine, Probank, Grupo Trigo, Certisign, Victori, Tim Celular, dentre outras. 

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