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É fato: Não basta ter QI (quem te indica) é preciso ter QR (quem te recomenda)!

Carreira: Quem põe a mão no fogo por você? Não basta ter QI (quem te indica) é preciso ter QR (quem te recomenda)

QI (quem te indica) surge como resultado de um trabalho de personal branding,do seu marketing pessoal que, por alguma razão e eficiência, torna você visível e “indicável”. Trata-se de tudo aquilo que você pode fazer para ganhar visibilidade e ser “bem” visto. 

É um trabalho que pode ser feito com mais ou menos precisão, depende do tipo de orientação que você recebeu. Exemplos clássicos de ativação de QI são: atualização e correções no currículo, um perfil melhor trabalhado no LinkedIn, e-mails que você envia para recrutadores e amigos, cadastros em sites de empresas, a sua biografia dentro dos arquivos ou na homepage da empresa, a sua biografia nas apresentações de propostas para clientes, biografias que são lidas nas palestras que você ministra. 

Enfim, tudo aquilo que você fala, escreve, envia e desenvolve sobre você. Então, esse seu “conteúdo de carreira" vai engajar quem te indique. E é fundamental que ele esteja em ordem. Como você controla esse processo, ele é de sua total responsabilidade. Porque QI (quem te indica) normalmente abre a porta para o QR (quem te recomenda)

Mas qual a principal diferença de QI (quem te indica) para QR (quem te recomenda)?

O grande contraste na minha opinião é a sua falta de controle sobre o “conteúdo a seu respeito" que um QR vai “divulgar” e expressar espontaneamente ou quando for solicitado.

Normalmente, você não participa das conversas de um headhunter com um profissional que você mesmo tenha apontado como referência. Você não controla o que o headhunter vai perguntar, ou mesmo quem ele vai entrevistar para confirmar se você é o profissional ou a profissional mais adequada para a posição. É também o QR (quem te recomenda) que é consultado nas referências de propostas, ou quando você pode receber um convite para participar de um Comitê, de um Conselho, ou qualquer grupo de peso. E talvez por essa falta de controle sobre o que ele ou ela vai dizer ao seu respeito, que a opinião de um QR é muito relevante para quem o consulta.

A opinião de um QR tem todas as condições para ser isenta e por essa razão, crível. Enquanto um QI mostra que você sabe trabalhar a sua visibilidade com precisão, um QR atesta que você é a pessoa que diz ser. O QR lhe confere credibilidade profissional. Quem são os “QRs “ mais consultados? São os colegas ou ex-colegas de trabalho, parceiros, gestores, concorrentes, clientes, ex-clientes, fornecedores etc.

Quando uma pessoa está empregada, a própria marca da empresa, pode lhe conferir os seus atributos de visibilidade e credibilidade. Mas quando um profissional foi demitido ou tenta empreender. Então, faz-se necessário trabalhar todas as “ferramentas de QI”. Já as de QR, bem, essas você precisa colecionar ao longo da sua carreira profissional.

Não existe um produto que possa automaticamente lhe adicionar pessoas que ponham a mão no fogo por você!

Não existe um produto que possa automaticamente lhe adicionar pessoas que o recomendem na vida real -- durante uma longa entrevista ou conversa -- e que falem com propriedade do seu trabalho atual ou do passado, sem que essas pessoas nunca tivessem tido um contato profissional com você. Os QRs também colocam a sua própria reputação em jogo quando “põem a mão no fogo” para recomendar você.

Então, uma segunda pergunta seria:

"O que se pode fazer para conquistar os QRs? "

A tradução de QR (quem te recomende) também pode ser substituída por QR (qual é a sua reputação).

Sempre é momento para investir tempo na sua reputação profissional. Executivos ficam tão preocupados em bater metas para a empresa, que quando se apresentam para o mundo se esquecem de si mesmos.

Como construir uma reputação profissional? Bom, usei os mesmos critérios que costumo adotar para as empresas e listei aqui. Espero que essas poucas dicas possam lhe ajudar.

Todos nós transmitimos uma imagem e construímos uma reputação profissional, mas a maioria percebe muito tarde que poderia ter gerenciado a sua reputação de uma forma mais consciente e proativa. Afinal, se preocupar com a reputação é o principal quando se pensa em continuidade de uma imagem positiva ao longo do tempo.

Vamos lá!

Não é uma aula do que fazer, mas uma lista de itens sobre o que as pessoas a sua volta vão procurar em você.

  • Atitude – Agir e demonstrar coragem, positividade, honestidade, humanidade e outras tantas virtudes. Mas lembrar que atitude se tem com as pessoas, tanto com seus gestores quanto com a sua equipe e também com fornecedores. O ideal é que você seja autêntico. Falsidade pega muito mal.
  • Conduta – Ser ético, respeitar limites das outras pessoas, agir conforme o compliance da empresa e principalmente de acordo com o que você mesmo assinou no contrato de trabalho quando foi contratado.
  • Imagem – Aqui significa saber conscientemente que a sua postura, as suas bandeiras, a forma que você trata da aparência refletem muito sobre você. Faça como quiser, mas tente ver como os outros enxergam você e avalie.
  • Competência – Significa resultado mesmo. Mas também prontidão, comprometimento com as tarefas, aprender sempre, atender e superar as expectativas de clientes e parceiros.
  • Visibilidade – Nesse caso significa que elogios devem ser colecionados e assumidos. Assuma tudo que fez de bom, sem exageros. Esse item também significa que você precisa circular fora da empresa. Participe de comitês, grupos de trabalho etc.
  • Item Bônus – Quase ninguém fala disso. Mas todos observam a conduta da pessoa durante e depois de um erro, ou falha. A forma como um profissional lida com seu próprio erro e com o fracasso é determinante para identificar todos os outros itens acima.

Mas o essencial para cuidar da sua reputação profissional é que você abrace a sua carreira e tudo que você construiu. Afinal, não se tratam de palavras soltas e organizadas num arquivo, mas do tempo que você se dedicou para fazer seu trabalho. E lembre-se de que naquele tempo haviam pessoas, testemunhas do que você viveu junto com elas, as suas QRs (pessoas que irão recomendar você).

Mais sobre o autor:

Sheila Magri é jornalista, consultora de comunicação para gestão de marcas, pessoas e empresas e sócia da Macob Communications.O artigo de Sheila Magri foi publicado no Linkedin e inspirado no post de sua própria autoria de 12 de agosto de 2017

Se você quiser contribuir com essa reflexão, fique à vontade para comentar e compartilhar ou para me enviar um e-mail no endereço: smagri@macob.com.br

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Obrigada pela leitura!

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